quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Problemática

Um dos principais problemas encontrados nas cidades, especialmente nas grandes é o lixo sólido, resultado de uma sociedade que a cada dia consome mais.
Esse processo decorre da acumulação dos dejetos que nem sempre possui um lugar e um tratamento adequado. Isso tende a aumentar, uma vez que a população aumenta e gera elevação no consumo, e consumo significa lixo.
Os lixões retratam além dos problemas ambientais os sociais a, parcela da sociedade excluída que busca nesses locais matérias para vender (papeis, plásticos, latas entre outros) às vezes as pessoas buscam também alimentos, ou melhor, restos para o seu consumo muitas vezes estragados e contaminados demonstrando a que ponto chegou a degradação humana.
O Brasil produz cerca de 90 mil toneladas de lixo por dia, o que corresponde a 30 mil caminhões cheios de lixo. A grande quantidade de embalagens e produtos descartáveis agrava ainda mais o problema. Boa parte desse lixo é constituída de materiais que podem ser reciclados; outra parte é constituída de material orgânico que pode ser decomposto por microrganismos. No Brasil, quase todo o lixo ainda é jogado em lixões.
Um problema é o “lixão”, destino de cerca de 90% do lixo, em nosso país.  São terrenos comuns, onde o lixo é depositado diariamente a céu aberto, o que provoca contaminação da água, do solo e do ar. A decomposição do lixo produz um líquido negro, altamente poluente chamado "chorume",  que penetra no solo e atinge as águas subterrâneas, contaminando as minas e fontes. A decomposição também provoca a proliferação de animais transmissores de inúmeras doenças, como ratos, baratas, moscas e mosquitos.  O solo contaminado torna-se improdutivo, além de ser um desperdício a ocupação de grandes terrenos com lixo.
Com o crescimento das cidades, o desafio da limpeza urbana não consiste apenas em remover o lixo de logradouros e edificações, mas, principalmente, em dar um destino final adequado aos resíduos coletados.
Perante o grande volume de lixo recolhido, observa-se cada vez mais a dificuldade no tratamento e na disposição dos resíduos sólidos. Para enfrentar estes problemas, os Municípios podem se consorciar, instalando de forma conjunta aterros, usinas, e até mesmo incinerador. 




Lixão é uma mera disposição do lixo a céu aberto, sem nenhum critério sanitário de proteção ao ambiente, que possibilita o pleno acesso de vetores de doenças como moscas, mosquitos, baratas e ratos ao lixo.

Uma das técnicas em ascensão nos países desenvolvidos, como informam os especialistas, é a recuperação de energia com a reciclagem. Ainda não empregado em escala industrial no Brasil, mas amplamente utilizado na Europa, o tratamento térmico de resíduos – ou a incineração controlada – permite tornar inertes os detritos e gerar, como subproduto da queima, energia elétrica.
O primeiro projeto genuinamente brasileiro do tipo, desenvolvido pela empresa Usinaverde, com apoio da Coordenação dos Pro Graduação em Engenharia da UFRJ (Coppe), processa, em regime experimental, na Ilha do Fundão, 30 toneladas de resíduos por dia. O processo retira do lixo metais, vidro e materiais recicláveis, para depois incinerar os restos em fornos. O volume do lixo é reduzido a 5% do inicial, com uma sobra de pedras, terra e areia.
“Com a reciclagem e o uso das sobras para a fabricação de tijolos, por exemplo, esse processo significa resíduo zero”, explica o presidente da Usinaverde, Henrique Saraiva. Os gases resultantes da queima, a mil graus centígrados, aquecem dutos de água que, com a geração de vapor, produzem energia elétrica. E esse tipo de tratamento de resíduos que faz com que, na Suécia, por exemplo, só 9,7% dos restos cheguem a aterros sanitários.
No Brasil, o quadro é preocupante. Dos aterros e lixões existentes, 63% estão próximos a áreas agrícolas, 18% estão próximos a residências e 7% junto a áreas de proteção ambiental. Os riscos da proximidade são muitos, mas o maior talvez seja a incompatibilidade entre lixo e água potável. O chorume, o líquido tóxico produzido na decomposição do lixo, penetra no solo e atinge rapidamente rios, cursos d’água subterrâneos e contamina a vegetação. Por essa razão, as colinas de lixo revestidas de terra e vegetação, apesar de encobrirem o problema com a paisagem, estão longe de evitar danos à natureza. O diagnóstico do ministério identificou que 51,5% dos aterros não têm impermeabilização do solo, e apenas 21,6% fazem algum tipo de tratamento do chorume.
Mesmo encoberto, o lixo também continua a poluir o ar. O inventário de gases estufa do município de São Paulo, produzido pela Coppe/UFRJ e pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (CentroClima), aponta o metano dos aterros sanitários como responsável por 23% do total de emissões na cidade, abaixo apenas da poluição gerada por veículos a gasolina e acima do total produzido por veículos a óleo diesel.
 

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